12
Nov 07

 

Por que é que é tão difícil fazer-te sair da minha vida?

Quando mais te quero esquecer, mais as coisas à minha volta me fazem recordar-te.

Por vezes é-me fácil não pensar em ti, abstrair-me das recordações... mas quando olho para o meu porta-chaves lembro-me de todos os planos que tínhamos feito para o futuro... a chucha que te ofereci em tom de brincadeira tornou-se num plano futuro... plano esse que tínhamos imaginado tantas e tantas vezes.

Por motivos como este, não gosto de fazer planos para o futuro... acabo sempre por lamentar não os poder concretizar.

Ao pensar nos anos que já nos conhecemos e por aquilo que já passámos, as lágrimas caiem-me pela face... não gosto de pensar que foi tudo em vão, porque sei que não foi... mas então, porque acabamos sempre por pôr um término ao que temos?

Por que não és capaz de lutar por mim?

De lutar por nós, por aquilo que fomos... e que, eventualmente, somos?

Sei o quão doloroso é tentar esquecer-te e tentar apagar-te da minha vida... já o tentei uma vez... não consegui e o resultado foi que voltámos a namorar...

Não te quero apagar da minha vida... Comportas demasiadas recordações boas, as quais não quero abdicar... Mas embora sejam boas, estas lembranças são demasiado dolorosas e vão-me roendo por dentro.

Já, por várias vezes, disse que és o meu vício... volto a dize-lo.

E como viciada que sou, não consigo desintoxicar-me de ti... Cheguei a um ponto em que te encontras completamente impregnado em mim... na minha mente... no meu sangue... no meu ser...

Dizem que só se consegue esquecer um antigo amor com um novo...

Talvez...

Também já o tentei fazer...

O resultado?

Magoei-me...

Magoei-te a ti...

E pior ainda, magoei a outra pessoa...

Sei que talvez seria o mais adequado a fazer agora... Partir para outra...

Uma parte de mim quer isso...

Mas a outra parte agarra-se de unhas e dentes a ti... Teme que com o novo amor tu saias da minha vida... que talvez te esqueça...

Não sei se estou preparada para isso... mas sei que preciso de me "desintoxicar"...

 

 

 

Escrito por Someone Else às 21:16

05
Nov 07

Não sei o que fazer...

Não sei o que fiz...

Deixaste-me tão triste...

Parecia que o teu amor tinha acabado...

E se demorasses muito tempo a deitares-te a meu lado...

     ... começava a ficar desconfiado...

O tempo passava tão devagar...

     ... mas eu sabia que o amor renasceria...

           ... e voltarias para mim...

"Já chega", pensei um dia...

"Já chega", ouvi-te dizer...

Mas depois voltarias para casa...

     ... e faríamos amor...

          ... como se pode recusar isso?!

Entraste na minha vida como um relâmpago ...

     ... mas depois ignoras-me...

Pergunto-me por que não me deixaste mais cedo por ele?

Fizeste-me sentir tão em baixo...

     ... enquanto te andavas a divertir...

Nunca quis magoar-te tanto assim...

     ... pensei que o meu amor era suficiente para te fazer sorrir...

Sentado no carro...

     ... observava-te a passar com outro que mais tarde irias ******...

Podia-o ouvir dizer, às gargalhadas, que é muito melhor se lamberes devagar...

Se calhar é altura de fazermos algumas alterações...

Queres avançar para outro patamar...

Mas depois apercebes-te de que não consegues fingir...

Mostras-te arrependida...

     ... mas agora já é tarde demais...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Someone Else às 08:29
Hoje estou:: apetece-me partir algo
música: I Wonder - Gomo

15
Out 07

 

 

 

 

   Sou obcecada por ti.

   Ao longo dos tempos, vim-me a viciar em ti. Tornaste-te numa obsessão para mim.

   Não sei se isto é bom ou mau, mas, normalmente, a palavra obsessão está associada a algo negativo.

   Aprendi muitas coisas contigo, mas agora, fazendo uma avaliação da nossa relação, dou-me conta que caímos numa espécie de rotina. Não gosto desta sensação, preciso de ter um "factor surpresa" na minha vida.

   Sei que algo está mal connosco. Gostava era que entendesses isso também.

  O facto de já namorarmos há vários anos não significa, nem é motivo, para nos "desleixarmos" na demonstração dos afectos e dos sentimentos. Nada na vida é garantido. Num segundo, tudo o que levámos tanto tempo a conseguir, pode desaparecer.

   Com isto não estou a dizer que quero que desapareças da minha vida. Como disse no início, tu és a minha obsessão. Estou de tal maneira habituada a ter-te na minha vida, que já não me consigo imaginar sem ti. Quando penso no meu futuro, és tu que estás lá... ao meu lado...

   Não te quero afastar de mim... Muito pelo contrário, quero é que te aproximes mais de mim. Quero voltar a sentir o carinho que demonstravas no início do nosso namoro. Quero que me dês mais atenção, mais afecto, mais apoio... Quero que consigas perceber quando estou feliz, triste ou zangada. Será assim tão difícil?!

   Não me quero tornar numa namorada chata, que está sempre a perguntar onde estás, o que estás a fazer ou com quem estás... mas... a nossa relação não é fácil, até poderia ser se não fosse devido à distância. A distância é inimiga da confiança.

   Eu confio em ti, ou pelo menos faço por isso, mas sabes que sou ciumenta e um pouco insegura, se não dizes nada o dia todo, começo logo a criar macaquinhos na minha cabeça. Custa muito dizeres só se está tudo bem e o que estás a fazer?!

   Não quero ser possessiva, nem te quero sufocar, mas se me dissesses algo já não te chateava tanto.

   Quando me disseste que este fim de semana não podias vir cá, disseste logo que sabias que te ia matar por não vires. De facto, fiquei bastante chateada e triste. Já é o segundo fim de semana que cancelas e há dois meses que não estamos juntos. Já não suporto ver casalinhos na rua a abraçarem-se. Tornei-me numa pessoa frágil, carente, ciumenta e, acima de tudo, invejosa (coisa que odeio!)!

   O facto de já termos falado tantas vezes em casamento e filhos, parece que te fez crer que sou um dado adquirido na tua vida. Não gosto que penses assim, eu não sou algo garantido!

   O amor é como uma planta: tem de ser regado todos os dias; tem de receber carinho constantemente; tem de ser alimentado... se não fizermos isto tudo, aos poucos ele vai morrendo.

   Eu não quero que a nossa planta morra, mas também não quero ser a única a rega-la.

   Dá-me mais atenção e mais carinho, é só isso que te peço.

 

 

Amo-te imenso mesmo

 

 

 

 


Abril 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

mais sobre mim